Divulgação publica do projeto de pesquisa sócio-ambiental

Divulgação do Projeto_Chiara

Continua a divulgação publica do projeto de pesquisa sócio-ambiental que visa avaliar a percepção dos moradores sobre os Parques Nacionais da Chapada Diamantina e do Catimbau

Para dar maior visibilidade a nossa linha de pesquisa “Unidades de Conservação e Apoio Local”, organizamos três eventos públicos com o objetivo de divulgar os resultados obtidos ao redor do Parque Nacional da Chapada Diamantina (projeto de pós-doutorado da Chiara). Primeiro, os resultados foram apresentados para os membros do conselho gestor do Parque da Chapada Diamantina que ocorreu no dia 21 de Maio no vale do Capão (BA). A seguir, organizamos dois eventos públicos na biblioteca municipal de Andaraí (dia 10 de Junho) e no campus avançado da Chapada Diamantina (em colaboração com a Universidade Estadual de Feira de Santana) em Lençóis (dia 16 de Junho). As três apresentações mostraram brevemente o enquadramento teórico e a metodologia da pesquisa, alias o estudo de atitudes aplicado à conservação da natureza.

No Parque da Chapada Diamantina realizamos 249 entrevistas presenciais com os moradores em diferentes cidades e comunidades rurais sediadas ao redor do PARNA (zona de amortecimento). As entrevistas foram feitas entre Setembro de 2014 e Janeiro de 2015 aplicando um questionário desenvolvido pelo nosso grupo de pesquisa. O nosso questionário visou a: (i) levantar informações básicas sobre as características demográficas e socioeconômicas de cada entrevistado (idade, ocupação, gênero, escolaridade, renda, etc.); (ii) medir o conhecimento sobre o Parque (nome, limites, regras, etc.); (iii) avaliar as atitudes de conservação em geral e em relação aos valores do parque. Os resultados obtidos foram apresentados, comentados e discutidos juntos aos participantes nos três eventos públicos. A capacidade da metodologia usada para levantar a visão da população foi ressaltada como uma mais-valia, tanto pelo conselho gestor do Parque quanto pelos participantes nos outros dois eventos. Alguns membros do conselho sugeriram a possibilidade de aplicação da pesquisa no longo período como ferramenta para avaliar o impacto sobre a percepção dos moradores após da implantação de diferentes ações (programas de educação, sinalização, etc.), sendo, por exemplo, que as atitudes mais negativas podem (ou não) mudar após da participação das pessoas em programas ou projetos de educação relacionados com o Parque. Além disso, os resultados foram elogiados por ser suficientemente robustos, representando quantitativamente a posição e o conhecimento dos moradores sobre Parque. Por exemplo, a distância de 30 anos da implantação dessa Unidade de Conservação, cerca de 60% dos entrevistados declarou de conhecer o nome do Parque, porém os seus limites são ainda bastante desconhecidos (65% das pessoas erroneamente acho o lugar da entrevista dentro do Parque). A discussão publica também confirmou e contribuiu para interpretar as diferenças encontradas em relação ao apoio ao Parque entre os diferentes lugares amostrados, sendo que os resultados mostraram claramente que as pessoas com atitudes mais positivas sobre a área protegida se concentram em lugares onde o Parque contribuiu para o desenvolvimento local dando um retorno visível e rentável (ex.: turismo em Lençóis) ou em lugares onde, diretamente ou indiretamente, se concentraram as maiorias das atividades educativas e de apoio ao desenvolvimento promovidas pelo ICMBio ou outras organizações locais (ex.: Guiné). Outro dado interessante discutido com o publico durante as três apresentações foi a relação significativa entre atitudes mais positivas sobre o Parque e interdição ao uso de recursos naturais dentro dos limites do Parque, sendo que as pessoas que apoiam mais a exploração de plantas e o corte de madeira dentro do Parque são as com atitudes menos positivas. Finalmente, foi debatido com os participantes o efeito do gênero sobre a percepção dos moradores, sendo que os nossos resultados mostraram que as mulheres são tendencialmente menos positivas. Assim, foram sugeridas algumas medidas para uma maior participação da mulher nas atividades relacionadas com o Parque e para valorizar o valor coletivo dessa área aproveitando do aniversario dos 30 anos do Parque (o PARNA da Chapada Diamantina foi criado no 1985). Nas três apresentações foi também apresentado brevemente o trabalho do nosso Laboratório e a nossa vontade a colaborar e participar ativamente na gestão das áreas protegidas.

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