Dia do biólogo!

Hoje, dia 03 de setembro, comemora-se o Dia Nacional do Biólogo!

A data é em virtude da regulamentação da profissão por meio da Lei n° 6.684, de 3 de setembro de 1979. O profissional da biologia atua na sociedade como um agente de transformação, cujas atribuições, entre tantas, incluem garantir a sobrevivência da biodiversidade e da humanidade, por meio da compreensão de aspectos históricos, estudo do presente e, predição de possíveis quadros futuros.

Com a alegria da data, mas com uma tristeza profunda pela recente tragédia, o LACOS21 vem parabenizar os biólogos pelo seu dia. Nossa ciência, nossas pesquisas sofrem com o incêndio do Museu Nacional deste domingo (02 de setembro). Nossa cultura, história, memórias, nosso retrato e identidade foram perdidos, transformados em cinzas.

Viemos, portanto, lembrá-los da importância de nossos esforços, de nossos trabalhos, para registros científicos, históricos, culturais. Pois somos nós, cientistas e pesquisadores das mais diversas áreas – dentre estes, os BIÓLOGOS, os principais atores para um acervo tão grande e valioso como era o do Museu Nacional.

O trabalho não para, somos responsáveis por acervos e registros em todo o mundo e é por isso que reconhecemos a grandeza dessa profissão e agradecemos pelos seus trabalhos!

Nossos parabéns e agradecimento especial à nossa equipe de biólogos: Adriana Costa, Bárbara Pinheiro, Felipe Alexandre, Janisson dos Santos, Jhonatan dos Santos, João V. Silva, José Gilmar, Neure Studart, Norah Gamarra, Ricardo Correia e Thainá Lessa, membros do nosso laboratório. E também aos futuros biólogos, Arthur Cabral, Caio Ximenes, Evelynne Letícia, Iasmin Isaíres, Inae Farias, Luiz Henrique, Mikaella Roberta, Shirley Moreira e Wesley Pires, graduandos do LACOS21!

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É uma honra contar com o trabalho e a presença de todos.

Parabéns, biólogos! Avante!

 

Por Caio Ximenes, Luana Almeida e Norah Gamarra

LACOS 21 participa de curso na APA Costa dos Corais

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Durante os dias 20 e 24 do mês de agosto aconteceu no CEPENE, em Tamandaré (PE), a primeira etapa do Curso de Instrutores do Projeto Conduta Responsável na APA Costa dos Corais (APACC)!

O curso que tem por objetivo formar instrutores credenciados pelo ICMBio para atuarem como capacitadores de condutores de visitantes na APA Costa dos Corais, junto à gestão da APA.

Na primeira fase os cursistas tiveram aulas sobre técnicas de ensino, recursos e ferramentas didáticas, além de temas relacionados à biodiversidade local, como serviços ecossistêmicos e conectividade.

Nós do Laboratório de Conservação no Século XXI estivemos presente! Representados pelas pesquisadoras Bárbara Pinheiro e Norah Gamarra – também pesquisadoras do PELD APACC Alagoas.

Com diferentes temáticas, as alunas propuseram diferentes temas para suas atividades de aulas expositivas. No primeiro dia a aula de Bárbara foi sobre os Corais da APACC, enquanto a de Norah foi sobre os movimentos básicos da capoeira. No segundo dia Bárbara fez uma atividade prática, por meio de uma brincadeira envolvendo os cursistas, com o intuito de explanar sobre o zoneamento da APACC, enquanto a aula de Norah foi sobre o conceito de Assets Naturais de Áreas Protegidas e apresentou, por meio de uma aula dialogada, os assets da APACC importantes para o turismo de base comunitária.

Agradecemos ao Instituto Yandê e ao NGI Costa dos Corais pela oportunidade de participar e fortalecer ainda mais nossos laços com a APACC!

Somos grandes admiradores dos trabalhos desenvolvidos pela APACC e seus parceiros!

Zorro e a importância dos sinônimos em Culturomics

Lá nos anos 1940, um personagem chamado “Lone Ranger” (conhecido no Brasil como “Cavaleiro Solitário”) foi muito confundido com o famoso Zorro simplesmente pelo fato de ambos possuírem máscara, chapéu e capa, e viverem suas aventuras no Velho Oeste. Até hoje há quem chame ambos os personagens de Zorro, de modo que é meio difícil definir quem é o Zorro “verdadeiro” (que, no caso, seria o mais antigo, antes do Lone Ranger aparecer). Isso também acontece no que diz respeito aos nomes dos organismos: assim como dois heróis diferentes podem ser conhecidos pelo mesmo nome, duas ou mais espécies distintas podem ser chamadas da mesma forma, assim como uma só espécie pode ser conhecida por vários nomes pelo público.

No mundo da taxonomia biológica também existem casos de sinonímia, contudo, diferente dos sinônimos dos nomes comuns das espécies, os sinônimos científicos podem ser mais facilmente controlados, o que, com certeza, evita levar os taxonomistas à loucura. Isso foi demonstrado em um artigo recente na Ecological Indicators, onde Ricardo Correia e sua equipe Paul Jepson, Ana Malhado e Richard Ladle – todos integrantes do LACOS 21 – comprovaram a importância dos sinônimos científicos das espécies em estudos de Culturomics.

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Mudanças climáticas e biodiversidade são motivos de discussão em evento acadêmico

Como de praxe, o Programa de Pós-Graduação em Diversidade Biológica e Conservação nos Trópicos (PPG-DiBiCT) realizou no mês de maio o BIPAI (Banca de Indução a Publicação de Alto Impacto), evento acadêmico anual em que o programa convida para compor a banca professores com Produtividade em Pesquisa de diferentes instituições. O objetivo é avaliar os projetos dos alunos ingressantes do ano (mestrado e doutorado), do ponto de vista metodológico e teórico, a fim de melhorá-los para que possam gerar bons resultados e que também gerem publicação em revistas de alto impacto, já para as aula públicas de qualificação dos alunos de doutorado (temas atuais relacionados à biodiversidade) são avaliados: a capacidade do discente de planejamento e organização da aula, o domínio do conteúdo proposto, capacidade de comunicação, síntese, terminologia utilizada entre outros.

Alunos integrantes do LACOS 21 fizeram suas apresentações de mestrado, doutorado e aulas públicas de qualificação. Os impactos das mudanças climáticas na biodiversidade foi tema do doutorando José Gilmar. Em sua aula, Gilmar apresentou uma compilação dos principais tipos de respostas que estão sendo observadas nos organismos, atualmente, frente às mudanças climáticas e quais os efeitos que podemos esperar com as expectativas de maiores mudanças climáticas em decorrência do aquecimento global.

O tema apresentado não foi o mesmo de sua pesquisa da tese, onde o mesmo trabalha com áreas protegidas e governança, mesmo assim foi aprovado com sua aula admirável. Portanto, o LACOS 21 não poderia deixar de convidá-lo a puxar o assunto aqui, no nosso espaço!

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8 de junho: Dia Mundial dos Oceanos

Hoje, dia 8 de Junho é celebrado o Dia Mundial dos Oceanos!
Essa data foi criada durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, a Rio-92.
A criação do Dia dos Oceanos tem como principal objetivo relembrar a importância dos oceanos para o equilíbrio da vida no planeta Terra.
Anualmente, o Dia Mundial dos Oceanos apresenta um tema diferente. Em 2018, o tema escolhido para celebrar esta data é: “Prevenir a poluição plástica e encorajar soluções para um oceano saudável”.
Várias atividades estão sendo realizadas hoje ao redor do mundo, e nós do Lacos recomendamos que vocês assistam esse filme e junte-se a nós na luta para conscientizar a população sobre o impacto da poluição plástica nos nossos mares!
Seja também um Guardião dos Oceanos

Por Bárbara Pinheiro

Pesca e mulher são temas de defesa de TCC de pescadora e aluna da UFAL

A tarde desta quarta feira (16/05) foi regada a muita alegria, ciência e pesca!

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Ana Paula de Oliveira Santos é pescadora, engajada na luta dos direitos da pesca e questões de gênero deste setor, colaboradora nos projetos do LACOS 21 na APA Costa dos Corais de governança e pesca, do PELD APACC Alagoas e agora também a um passo de se tornar cientista social!

Foi com muito prazer que integrantes do LACOS 21 foram prestigiar essa guerreira na defesa de seu Trabalho de Conclusão de Curso intitulado “A mulher no universo da pesca no município de Barra de Santo Antônio”. O trabalho de Ana teve por objetivo principal realçar a mulher pescadora de sua comunidade, retirando-as da invisibilidade.

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LACOS 21 recebe IPMA para discutir aspectos da reintrodução do Mutum-de-Alagoas

Na última sexta feira (28/04) recebemos no LACOS 21 a visita dos integrantes da ONG Instituto de Preservação da Mata Atlântica (IPMA), Fernando Pinto, José Régio Barbosa e Anderson Bambuque. A reunião, que contou também com a participação do professor Márcio Efe (Labecan-UFAL), teve como pauta principal a necessidade de monitoramento para a reintrodução do Mutum-de-Alagoas, além de uma possível parceria com o Ministério Público para a proteção de espécies ameaçadas alagoanas.
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Fernando Pinto, Prof. Márcio Efe e Profª. Ana Malhado (Foto: Bárbara Pinheiro).

Especificamente, foi discutido sobre o planejamento pré e pós-soltura do mutum. Para o presente momento, há a necessidade de acompanhamento e monitoramento dos comportamentos gerais do Mutum em cativeiro, sobretudo o de reprodução e, após a soltura, será necessário o monitoramento espacial. No entanto, outras importantes ações pré-soltura ainda precisam ser feitas, como:
i) criação de um robusto protocolo de pesquisa, com foco nas ameaças humanas, sobretudo a caça;
ii) levantamento dos requisitos ambientais para pré-soltura, como predadores e alimento, e
iii) inserção da UFAL no plano de ação estadual do mutum.
O integrante do LACOS 21, Janisson Santos, destaca: “acreditamos que essa primeira reunião tenha sido um marco importante no firmamento de uma nova parceria entre essas organizações (UFAL, IPMA e MP) comprometidas na reintrodução da ave de volta às matas alagoanas.”
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Foto: Bárbara Pinheiro

E que iniciem os trabalhos!
Por Janisson Santos e Norah Gamarra.

Comunicação científica é tema de discussão no LACOS 21

Uma vez mais a disciplina de Divulgação Científica (do curso de Ciências Biológicas da UFAL Maceió) trouxe convidados da área de comunicação pra ampliar nossas discussões. A atividade foi realizada no nosso Laboratório, na manhã desta segunda-feira, 19 de fevereiro.

Os convidados, desta vez, foram Hiago Rocha, jornalista formado pelo UFAL e aluno de mestrado, integrante do Labjor/IEL/Unicamp, e Pedro Barros, também formado em jornalismo pela UFAL e mestrando de História/UFAL.

A professora responsável pela disciplina, Drª. Ana Malhado, explica o porquê da participação dos jornalistas na disciplina: – “Achamos interessante trazer profissionais diferentes porque é uma oportunidade de aumentar nossas discussões e entender os desafios da comunicação científica”.

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Professora Ana Malhado e Pedro Barros (foto: Bárbara Pinheiro).

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Hiago Rocha (foto: Bárbara Pinheiro).

Hiago apresentou uma retrospectiva da ciência como fonte de informação para resolução de problemas. E introduziu à turma os conceitos de pós verdade e fakenews. Onde a pós verdade (tida como a palavra do ano de 2016, pela Universidade de Oxford) seria “a quebra de uma rigidez na fonte de informação, onde as pessoas passam a não depender de um polo emissor de informação”. Instigando um debate atual sobre a disseminação de notícias falsas, sobre o uso da divulgação de informação errônea, como no atual caso de “macacos causam febre amarela”, que vem levando a lamentável morte de centenas de macacos por uma informação distorcida.

Apresentou também o conceito de Letramento Científico, que seria “a capacidade de engajar-se em questões científicas, como cidadão capaz de compreender e tomar decisões sobre o mundo natural e as mudanças nele ocorridas”. Hiago define a comunicação cientifica como “um instrumento para democratização do conhecimento científico, realizado para trazer a população e cientistas em um bem comum para o desenvolvimento de ciência”.

Pedro fez sua apresentação com suas experiências em jornalismo científico em Alagoas, desde amador até seus trabalhos de divulgação científica, que abrangem blogs, exposições, eventos, acompanhamento de disciplinas, produção de podcast etc., explanando os elementos e recursos que fazem o diferencial no momento de passar a informação, como o uso de imagens, o uso de palavras e termos mais acessíveis ao público em geral, as formas de leitura não lineares e a importância da opinião e técnica de outros profissionais nesta etapa, como, por exemplo, os designers.

Em sua fala, afirma que, como objetivo, a comunicação tem de dar visibilidade às ações, legitimando os trabalhos das instituições, pesquisadores etc. Sobre a ciência, acredita que, como atividade humana, está sujeita a demanda da população, corroborando com Hiago, quando afirma a ciência como resolução de problemas.

O mais legal desta proposta de multidisciplinaridade são as discussões que nos proporciona, além de observar como alguns dos desafios são tão comuns entre os participantes, mesmo que de diferentes áreas.

Nossa pós-doc., Barbara Pinheiro, concluiu nossa discussão com um questionamento, que reconhecemos como atual, geral e emergencial, que é como nossa pesquisa pode de fato contribuir para formulação de políticas públicas, de leis etc.? Como podemos chamar atenção dos grandes tomadores de decisão? Como podemos nos tornar também ativistas?

Deixamos aqui nosso anseio para respostas a essas perguntas e as portas aberta para novas discussões. Quer conversar com a gente? Quer discutir ciência? Entre em contato! Nosso e-mail é lacos21ufal@gmail.com

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Integrantes do LACOS 21 e convidados (foto: Bárbara Pinheiro).

Por Norah Gamarra.

Por que devemos discutir a regulamentação da caça no Brasil?

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Embora a caça seja proibida, ela ocorre em quase toda esquina que esteja próxima a um fragmento de floresta. Muitas vezes é realizada para satisfação pessoal, exibição de troféus, manutenção cultural etc. Mas há muitos casos em que a caça representa a segurança alimentar de comunidades que não possuem acesso à mercados e condições financeiras para usufruir de outras fontes de proteínas. Essas pessoas não devem ser consideradas criminosas. Pelo contrário, elas podem através da caça contribuir muito com a conservação da biodiversidade.

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Percepção das populações locais sobre a exploração de recursos naturais

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Foto: Parque Nacional do Vale do Catimbau

Entender o uso ilegal de recursos naturais dentro de Parques Nacionais a partir do estudo da percepção de moradores foi o objetivo do artigo “Understanding non-compliance: Local people’s perceptions of natural resource exploitation inside two national parks in northeast Brazil”  recém publicado no Journal for Nature Conservation de autoria da pesquisadora Chiara Bragagnolo em parceria com os demais pesquisadores e professores do LACOS 21 – Ricardo Correia, Ana Malhado e Richard Ladle – e a analista ambiental do ICMBio Marcela de Marins.

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