Mais um avanço no conhecimento sobre as Florestas de Areias Brancas na Amazônia

O mais recente artigo publicado pela pesquisadora Juliana Stropp do LACOS 21, envolve várias instituições nacionais e internacionais e aborda os estudos filogenéticos nas Florestas de Areias Brancas em toda a Bacia Amazônica.

De acordo com o artigo publicado na revista Biotropica, em janeiro deste ano, a maioria das espécies encontradas nas Florestas de Areias Brancas são raras ou ausentes em outros tipos de floresta. Foram poucos os estudos capazes de fazer uma ampla descrição taxonômica, filogenética e da diversidade alfa e beta.

O artigo traz uma nova e completa representação da relação florística das Florestas de Areias Brancas através da Bacia Amazônica usando medidas tanto taxonômicas quanto de diversidade filogenética, além de testar o papel relativo da dispersão e a radiação in situ  nos padrões de Diversidade Filogenética Beta de Florestas de Areias Brancas e dentro e através de regiões.

A área de estudo inclui um conjunto de dados coletados em três regiões principais: Noroeste da Amazônia, Amazônia Central e Escudo das Guianas. Esses limites geográficos englobam as Florestas de Areias Brancas localizadas na Colômbia, Equador, Peru, Brasil, Guiana, Guiana Francesa e Suriname.

Ainda de acordo com os resultados da pesquisa, em termos de padrões florísticos, foram encontrados em média uma menor diversidade em Florestas de Areais Brancas quando comparadas as floretas de Terra-Firme. Além disso, os resultados das análises da Diversidade Filogenética Beta demonstraram uma fraca, mas significativa correlação de dissimilaridade filogenética e distancia geográfica existente em Florestas de Areias Brancas através da Bacia Amazônica.

Os autores ainda esclarecem que ao longo dos anos tentativas para caracterizar a composição de espécies e a estrutura das Florestas de Areias Brancas tem sido feita apenas na escala local e dentro de uma região da Amazônia. Contudo, os resultados encontrados por eles vão mais além.

Finalizam afirmando que para o entendimento da variação florística, a entrada e saída de espécies nas Florestas de Terra-Branca através da Bacia Amazônia é fundamental investigar os processos responsáveis pela dominância local, os mecanismos evolucionários para o endemismo geográfico e a relação entre os filtros ecológicos e as características das espécies que permitem  algumas linhagens sucessivas.

Você poderá ler o artigo na íntegra clicando aqui

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s